EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, defendeu hoje a decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) de 16,25% para 16,75% ao ano.
Segundo o ministro, o aumento da Selic é uma situação transitória e que não vai tirar o governo do seu objetivo de reduzir a taxa de juros no futuro.
É importante ler a ata da decisão do Banco Central e compreender que é uma situação transitória, que nós vamos prosseguir certamente em uma trajetória de juros menores, conforme tem colocado o governo Lula no seu Plano Plurianual, disse o ministro.
Ele afirmou também que a decisão do BC está de acordo com as expectativas do mercado financeiro, que previa um aumento de 0,25 ou 0,75 ponto percentual na taxa.
Eu acho que o mercado inteiro esperava um ajuste da taxa de juros, entre 0,5 e 0,25. Essa era uma das alternativas do mercado, afirmou.
O ministro, que participou hoje de um evento sobre exportações, afirmou que o aumento da taxa não vai prejudicar o desempenho da balança comercial brasileira e nem influenciar uma mudança nas taxas de juros de longo prazo utilizadas nos financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O setor exportador está crescendo bastante apesar da ainda elevada taxa de juros em comparação com outros países. Além disso, nós temos recursos que são emprestados à TJLP [Taxa de Juros de Longo Prazo], que é de 9,75% ao ano, e é descolada diretamente desse aumento da Selic.